A DISTROFIA DE DUCHENNE e a FISIOTERAPIA


A distrofia muscular de Duchenne (DMD) é a mais comum desordem hereditária neuromuscular, afeta meninos de qualquer raça ou etnia, está ligada ao cromossomo X. Sabe-se que o cromossomo X, responsável pela síntese da proteína distrofina, sofre uma destruição ou um defeito na região Xp21. Possui uma incidência de 1 a cada 3.000 nascimentos do sexo masculino(1).

Os primeiros sinais clínicos desta patologia se apresentam por volta dos 3-5 anos de idade. Durante as brincadeiras as crianças afetadas não conseguem acompanhar o ritmo dos seus amigos, apresentando quedas frequentes. Os atos de pular, saltar e correr são sempre anormais, diferente do habitual. Possuem fraqueza da musculatura da cintura pélvica em seguida fraqueza dos músculos da cintura escapular, promovendo a incapacidade da deambulação por volta dos 20 anos de idade, precisando do uso da cadeira de rodas para a sua locomoção, com o tempo a musculatura respiratória é enfraquecida, podendo desencadear quadros de insuficiência respiratória.

Durante essa perda de mobilidade, as crianças desenvolvem vários movimentos compensatórios, sendo o mais famoso o sinal de Gowers, em que ao subir a partir de um assento para uma posição de pé, tem que usar as mãos e os braços “caminhando” no seu próprio corpo de uma posição de cócoras, compensando a fraqueza na musculatura da coxa. Esses indivíduos apresentam panturrilhas hipertrofiadas, pelo grande esforço dos gastrocnêmios, submetidos no auxílio da marcha digitígrada, no equilíbrio, compensando o déficit dos músculos ântero-laterais das pernas.

As características desta patologia inclui a fraqueza progressiva da musculatura, deterioração, destruição e regeneração das fibras musculares, substituindo as fibras musculares gradualmente por tecido gorduroso e fibroso.

A única maneira de garantir às famílias um plano de vida mais concreto e aceitar o aconselhamento genético é através do diagnóstico precoce. Devido a pequena importância aos sinais clínicos, ou o problema de acesso aos lugares onde o mesmo poderia ser realizado, levando a uma redução progressiva da qualidade de vida (QV) dos portadores dessa doença, ajudando para que haja uma demora na descoberta da mesma. O diagnóstico ocorre por volta de 7,5 anos da criança no Brasil, através do reconhecimento dos sintomas, exame clínico, análise molecular ou biópsia muscular com imuno-histoquímica, e através do teste de triagem com dosagem sérica de creatinofosfoquinase.

O tratamento fisioterapêutico tem a finalidade diminuir a velocidade de evolução da doença, aumentar a longevidade e melhorar a qualidade de vida (QV) dos pacientes.

Tratamento Fisioterapêutico

Como ainda não há cura para a DMD, o tratamento visa fornecer a esses pacientes melhor funcionalidade e melhor qualidade de vida, embora paliativo, é indispensável enquanto não se definem métodos terapêuticos efetivos. A terapêutica vigente é baseada no acompanhamento multidisciplinar com diferentes especialistas médicas, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia.

Afim de adquirir a prevenção de contraturas e complicações respiratórias, dentre os tratamentos utilizados, a fisioterapia possui um papel importantíssimo para a manutenção da mobilidade e da força muscular, buscando a independência nas atividades de vida diárias e o bem estar desses portadores. O tratamento fisioterapêutico deve ser atentado para não fadigar o paciente, visto que a exigência excessiva da musculatura pode levar a uma rapidez no processo degenerativo.

Nos últimos cinco anos estudos sobre a fisioterapia motora, respiratória e hidroterapia tem sido publicado.

Fonte: fisioweb.com

Postar um comentário

Copyright © OLHAR FISIO. Designed by OddThemes