Fisioterapeutas brasileiros voluntários do Rio 2016 expõem potencial da profissão durante as Olímpiadas


A realização dos Jogos Olímpicos no Brasil e o desafio de disponibilizar atendimento fisioterapêutico para os atletas dos países participantes fizeram com que, por meio da parceria entre o Sistema COFFITO/CREFITOs e a Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva (SONAFE), dois mil fisioterapeutas realizassem capacitação para adequação aos padrões do Comitê Olímpico Internacional (COI). No total, mais de 5 mil profissionais se inscreveram para os 540 postos existentes nas Olimpíadas e Paralimpíadas Rio 2016.

À frente do projeto, o Dr. Felipe Tadiello, gerente de Fisioterapeutas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, e um dos responsáveis pela capacitação ofertada entre 2014 e 2015, enfatizou o momento ímpar da Fisioterapia Brasileira, o reconhecimento profissional, o diferencial dos profissionais brasileiros e, acima de tudo, a realização de um sonho.

O projeto foi idealizado junto a outros fisioterapeutas: Dr. Leonardo Medeiros, Dra. Luciana Mendonça, Dra. Christiane Macedo, Dr. Marco Antônio Alves, e Dr. Márcio Antonelo.

Atendimento

Ao contrário do Time Brasil, os voluntários têm como objetivo principal atender aos atletas das delegações estrangeiras, especialmente àqueles que não contam com equipe de fisioterapeutas durante os jogos. Para isso, foi construído na Vila Olímpica um prédio (Policlínica) com mais de 3.500m², sendo 700m² destes destinados à Fisioterapia; além do ponto de atendimento em todas as arenas.

De acordo com o Dr. Felipe Tadiello, é possível dividir o atendimento da Fisioterapia em três áreas: No Campo (100% das arenas), com uma equipe multiprofissional composta por, no mínimo, um médico e um fisioterapeuta, além de outros dois profissionais da área da Saúde; em postos de atendimento imediato, onde são realizados procedimentos como bandagem, eletrotermofototerapia e terapia manual, por exemplo; e na Policlínica, onde são realizados em média 70 atendimentos diários, em atletas de diversos níveis.

Na policlínica, os fisioterapeutas também atendem atletas brasileiros e oficiais, conforme disponibilidade. Segundo o Dr. Felipe Tadiello, a Osteopatia tem despertado bastante o interesse dos atletas brasileiros. O espaço permite, também, intercâmbio, afinal fisioterapeutas de outros países utilizam as instalações para atender as suas delegações. “Já recebemos aqui colegas da Espanha e da Ucrânia”, lembrou.

Treinamento diário

Para manter o nível de qualidade, são realizados treinamentos diários de 30 minutos, especialmente devido à troca de grupos de atendimento. Essa qualificação contínua e o preciosismo da equipe têm assegurado elogios. “A Fisioterapia é um dos setores mais elogiados dos jogos e um dos maiores volumes de atendimentos. Nossa única reclamação é que, às vezes, não damos conta da demanda”, comemorou o Dr. Felipe Tadiello.

Sonho

Embora acrescente e traga peso ao currículo do profissional, o Dr. Felipe Tadiello acredita que a participação nos jogos olímpicos é, acima de tudo, a realização de um sonho, além de possibilitar uma troca de experiência profissional e cultural. “O que mais vale não é escrever no currículo, mas, sim, perceber como essa atuação irá impactar futuramente na vida profissional, o aprendizado, a experiência, os novos horizontes, e como isso será agregado. A maioria está aqui para realizar um sonho e para fazer um excelente trabalho na área do esporte ”, enfatizou.

Fisioterapia Brasileira

Para o Gerente da Fisioterapia nos Jogos Olímpicos, a Fisioterapia Brasileira pode ser equiparada a de qualquer país. A qualidade de atendimento é ótima e, até superior em alguns aspectos. Segundo ele, a disparidade entre os cenários está nos aparelhos, que, no Brasil, ainda apresentam custos altos. No entanto, esse fator fez com que os fisioterapeutas brasileiros buscassem alternativas, e que a Terapia Manual fosse vista como um diferencial positivo à categoria.

Via: coffito.gov.

Postar um comentário

Copyright © OLHAR FISIO. Designed by OddThemes