ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO EM FISIOTERAPIA VESTIBULAR - CADEIRA ROTATÓRIA


As estratégias de intervenção no âmbito da Fisioterapia Vestibular são: Cadeira rotatória (CR); Estimulador Optocinético; Treino Proprioceptivo; Manobras Terapêuticas da VPPB; Exercícios de Habituação; e Exercícios na Plataforma de Posturografia.

Hoje, iremos abordar o uso e as indicações do uso da Cadeira Rotatória (CR), vamos lá? Boa leitura, esperamos que seja enriquecedora a leitura.

A Fisioterapia Vestibular com CR ou com Estimulação Optocinética não deve ser praticada de forma isolada, mas, em função do contexto, associada a outros estratégias de intervenção, nomeadamente treino proprioceptivo, desde que os exercícios sejam implementados de forma progressiva, respeitando um grau de dificuldade crescente e a tolerância para cada um deles, de modo a evitar insucessos e frustração ao doente. 

Estes exercícios devem ser cuidadosamente explicados e realizados sob supervisão do Fisioterapeuta durante o tratamento, com o intuito de serem reproduzidos de forma contínua no domicílio.


Cadeira rotatória (CR)



A CR é um instrumento indispensável à Fisioterapia Vestibular, visando acelerar o processo de compensação central, e permite interferir na refletividade vestibular, por intermédio da realização de rotações em velocidades diversas (que podem variar de 10º a 400º/seg) dependendo do tipo de disfunção vestibular.



Existem dois tipos de estimulação com CR: a baixa frequência com fixação visual e a alta frequência. 

A intervenção com CR a baixa frequência com fixação visual tem por objetivo promover uma dessensibilização, por intermédio da obtenção de uma imagem retiniana estável através da integração de diferentes informações sensoriais e do papel do SNC, por intermédio da inibição do reflexo vestíbulo-ocular. Consiste na rotação passiva a velocidade baixa e constante (60º/seg) em pequenas amplitudes (20º a 120º) do segmento CR-doente (estando a cabeça fixa), sendo solicitado ao doente fixar um objeto que se desloca com ele ao longo do percurso. Podem ainda, em casos particulares, serem adicionados movimentos cefálicos de baixa frequência.

A CR a baixa frequência com fixação visual está indicada nas seguintes situações13
  • Lesões centrais, onde a ausência de controlE cerebeloso determina hiperreflexia vestibular (por exemplo, atrofias cerebelosas ou em certas lesões vasculares);
  • Disfunções vestibulares com hipersensibilidade periférica;
  • Em pacientes que não toleram a estimulação optocinética devido a um grande aumento da sintomatologia como risco evidente de queda, tontura e/ou náusea. A estimulação repetida da CR induz o aumento do limiar de excitabilidade aos estímulos visuais conflitivos (visão foveal do alvo “fixo” versus visão retiniana do ambiente “móvel”), o que a habilita como estratégia terapêutica preparatória para a Estimulação Optocinética (em pacientes que não toleram estímulos tão intensos).
A principal indicação da CR a alta frequência são os déficits vestibulares periféricos unilaterais (com especial destaque na fase aguda), com objetivo de diminuir/anular a assimetria da informação vestibular e consequentes alterações vestíbulo-oculares (nomeadamente o nistagmo espontâneo), estimulando uma compensação central mais célere e eficaz (mas também uma recuperação da função), por intermédio da inibição das respostas do lado são. Nesta estratégia de intervenção são realizadas séries de rotações repetidas a elevada velocidade (superior a 400º/seg.), seguidas de aceleração negativa (i.e. paragem brusca), as quais vão promover a simetria das informações vestibulares.

A principal indicação da CR a alta frequência são os défices vestibulares periféricos unilaterais (com especial destaque na fase aguda), com objetivo de diminuir / anular a assimetria da informação vestibular e consequentes alterações vestíbulo-oculares (nomeadamente o nistagmo espontâneo), estimulando uma compensação central mais célere e eficaz (mas também uma recuperação da função), por intermédio da inibição das respostas do lado são. 

Nesta estratégia de intervenção são realizadas séries de rotações repetidas a elevada velocidade (superior a 400º/seg.), seguidas de aceleração negativa (i.e. paragem brusca), as quais vão promover a simetria das informações vestibulares.

Referências
Benzinho, T. (2014). Intervenção do fisioterapeuta nas disfunções vestibulares no serviço de orl. Newsletter TDT. 16(9).

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