CEFALEIA EM IDOSOS


A maioria das cefaleias primárias (enxaqueca, cefaleia de tensão) têm o seu início na juventude. Nos indivíduos idosos, o aparecimento de cefaleias de novo ou a modificação de um padrão de cefaleias prévio deve ser investigado para exclusão de patologia orgânica.

É importante averiguar a existência de traumatismos cranianos recentes, mesmo ligeiros, sobretudo em indivíduos anticoagulados, pois podem indicar um hematoma subdural. 

Outra patologia tratável, em que se deve pensar, é a arterite temporal (doença de Horton ou arterite de células gigantes), uma vasculite sistêmica com um tropismo particular para os vasos cranianos. Pode afetar os ramos da artéria oftálmica levando à cegueira (por isquemia do nervo óptico ou da retina). 

Por conseguinte, é uma urgência médica e deve ser atempadamente diagnosticada e tratada. Um dos seus principais sintomas são as cefaleias (70-90% dos doentes). 

A dor é habitualmente sentida nas têmporas e pode acompanhar-se de claudicação da mandíbula (dor e cansaço à mastigação) e sintomas sistêmicos (febre baixa, sudação noturna, anorexia, emagrecimento, dores e rigidez muscular). As artérias temporais superficiais podem tornar-se ingurgitadas, dolorosas à palpação e sem pulsos arteriais.

O diagnóstico é sugerido por um valor elevado da velocidade de sedimentação ou da PCR e a sua confirmação é feita pela biopsia da artéria temporal superficial (procedimento simples que se faz sob anestesia local).

Drª Juliana Martins - Geriatria / CRM 12113
Via: Blogencontrocomasaude.com

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