ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO ISQUÊMICO


O AVE isquêmico é o resultado da falência vasogênica para suprir adequadamente o tecido cerebral de oxigênio e substratos, causada por obstrução parcial ou total de uma artéria ou por redução do fluxo de origem hemodinâmica, cuja consequência é uma perda de função do tecido isquêmico.

Infartos extensos comprometendo todo o território da artéria cerebral média (ACM), com risco de vida, ocorrem em mais de 10% dos infartos cerebrais. Geralmente estão associados ao edema cerebral pós-isquêmico, aumento da pressão intracraniana (PIC), piora clínica, coma e morte.

O AVE isquêmico pode ser temporário (episódio isquêmico transitório, EIT) ou permanente , e tem como principais fatores de risco a HAS, as cardiopatias e o diabetes mellitus (DM). Outras etiologias podem estar associadas, tais como coagulopatias, tumores, arterites inflamatórias e infecciosas. 

Manifesta-se por perda repentina da força muscular e/ou da visão, dificuldade para falar, tonturas, formigamento em um dos lados do corpo, alterações de memória, dor de cabeça, náuseas e vômitos. 

O rebaixamento no nível de consciência é um sinal clínico precoce, frequentemente com assimetria de pupilas e padrão ventilatório periódico com elevação e queda no volume e frequência respiratórios.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) pode limitar de modo significativo o desempenho funcional de um indivíduo, trazendo consequências negativas e afetando aspectos motores, relações pessoais, familiares, sociais e, sobretudo, a qualidade de vida (CALIL E COLS. 2007). De acordo com Oliveira (2000), o AVE isquêmico pode ser diagnosticado através de achados clínicos e exames como: Tomografia computadorizada de crânio e Ressonância magnética.

Algumas medidas importantes devem ser tomadas diante de um quadro grave de AVE isquêmico como: 

  • Posição da cabeça elevada de 15º a 30º naqueles casos de infarto extenso em que o mecanismo não seja por hipofluxo; 
  • Nos casos de pacientes com rebaixamento do nível de consciência há necessidade de entubação endotraqueal e ventilação mecânica assistida;
  • Hipovolemia pode agravar a isquemia por hipotensão e deve ser evitada; distúrbios Hidroeletrolíticos devem ser corrigidos; convulsões devem ser evitadas; 
  • A febre por aumentar o metabolismo cerebral, promover vasodilatação cerebral e agravar o edema, deve ser prevenida e combatida; 
  • A hiperglicemia deve ser evitada, pois a isquemia cerebral e o infarto são agravados por hiperglicemia, com progressão do edema cerebral e aumento da PIC.

Por: Josiane Coelho Silva
Via: sobratimanaus.blogspot.com.br

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