HIPERTENSÃO PULMONAR




Quando falamos em hipertensão sempre pensamos nos problemas ligados ao coração, não é verdade? Mas você já ouviu falar da hipertensão pulmonar?

A relação do funcionamento funciona da seguinte forma: o lado direito do coração bombeia sangue através dos pulmões, onde o sangue recebe oxigênio, depois o sangue retorna para o lado esquerdo para depois ser bombeado para todo o corpo.

Quando os vasos sanguíneos presentes no pulmão ficam estreitas, dificultam o transporte de sangue para o coração, precisando assim o coração trabalhar com mais força, aumentando a pressão.

Com o tempo, o lado direito do coração aumenta pois não há fluxo de sangue suficiente para que os pulmões recebam oxigênio.

Alguns dos motivos que podem causar a hipertensão pulmonar são:

  • Distúrbios autoimunes que lesam os pulmões, como esclerodermia e artrite reumatoide;
  • Defeitos de nascença no coração;
  • Coágulos de sangue no pulmão (embolia pulmonar);
  • Insuficiência cardíaca congestiva;
  • Doença da válvula cardíaca;
  • Níveis baixos de oxigênio no sangue por um longo tempo (crônico);
  • Infecção por HIV;
  • Doença pulmonar, como DPOC ou fibrose pulmonar;
  • Medicamentos (por exemplo, algumas drogas contra obesidade);
  • Apneia obstrutiva do sono.

Ainda existem casos onde a causa é desconhecida, sendo uma condição rara chamada hipertensão arterial pulmonar idiopática (HAPI), que afeta mais mulheres do que homens.

Os primeiros sintomas são as sensações de desfalecimento, além da frequência cardíaca acelerada. Inicialmente elas aparecem durante a execução de alguma atividade, com o tempo até mesmo em repouso ou em leves atividades os sintomas se manifestam. Outros sintomas como:

Inchaço dos tornozelos e pernas; lábios ou pele azulada (cianose); dor ou pressão no peito; vertigem ou desmaios, cansaços e fraquezas.

Um exame físico pode mostrar sinais como sons anormais no coração, sopro cardíaco, inchaço em regiões como pernas, fígado e baço, além da sensação de uma pulsação sobre o esterno (osso localizado nas costas). Porém o sintomas são similiares a doenças como asma. Por isso mais testes podem ser necessários, como exames de sangue, raio x toráxico, ecocardiograma, testes de funcionamento do pulmão, estudo do sono, entre outros.

Sem cura conhecida, o tratamento envolve controlar os sintomas e prevenir danos aos pulmões, estando na mira do tratamento problemas como apneia obstrutiva do sono e distúrbios vasculares cardíacos. Além de medicação especifica, alguns pacientes precisam utilizar anticoagulantes e fazer oxigenoterapia em casa. Se o tratamento com medicamentos não funcionar, a solução em alguns casos pode ser um transplante de pulmão ou transplante combinado de coração e pulmão.

Nestas condições é preciso evitar levantar peso, viagens para locais com altitude elevada e gravidez. Também é fundamental manter-se atualizado com vacinas anuais contra influenza e pneumonia pneumocócica e principalmente parar de fumar.

Via: http://www.essencialcare.com.br

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