Acelerômetro em Terapia Intensiva, nova ferramenta para avaliação de Mobilidade


Monitorizar a mobilidade pode nos ajudar a ajustar frequência, duração e intensidade da nossa terapêutica, além de poder determinar estratificação de quais são os pacientes que são prioridade para "Intensificação da Fisioterapia". 

Dentre as ferramentas disponíveis para se avaliar mobilidade, o Acelerômetro constitui uma ótima ferramenta para esse fim. Ele vem sendo utilizado para determinar nível de atividade física em pacientes ambulatoriais, inclusive em pacientes sobreviventes à internação em Unidade de Terapia Intensiva. Vale ressaltar que mobilidade na UTI tem correlação com menor tempo de internação hospitalar e mortalidade.

Em recente revisão sistemática composta de 9 estudos, foi analisando o uso do Acelerômetro em pacientes críticos. O estudo Use of Accelerometry to Monitor Physical Activity in Critically Ill Subjects: A Systematic Review,  verificou que esta ferramenta vem sendo descrita para ajustes de sedação, prescrição de atividades e para quantificar sono de pacientes críticos. Ele pode também caracterizar o tipo de mobilidade (voluntária, involuntária ou assistidos como banho e transferências), mas essa ferramenta é mais acurada para avaliar distância e velocidade de deambulação. 

Acredito que esse tipo de ferramenta acrescenta e muito a nossa monitorização, além do que, com ela, podemos criar critérios de atendimento de acordo com a mobilidade e podemos nos concentrar em atender quem realmente precisa de Fisioterapia, deixando o atendimento menos indiscriminado.

Por: Caio Veloso da Costa
Fisioterapeuta do Hospital Sanca Maggiore - Prevent Senior

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