SÍNDROME DO DESFILADEIRO TORÁCICO



Há uma ampla mobilidade nas várias articulações do complexo do ombro que pode resultar em compressão ou pinçamento de nervos ou vasos na Síndrome do Desfiladeiro Torácico.

Variações posturais, como a cabeça anteriorizada ou ombros curvos, levam ao encurtamento associado dos músculos escaleno, levantador, subescapular e peitoral menor e uma clavícula deprimida;

  • Sobrecargas posturais, como ao carregar uma maleta, pasta ou bolsa pesada, podem tensionar a cintura escapular criando pressão no desfiladeiro torácico ou tração no plexo braquial;

  • Padrões respiratórios que continuamente usam a ação dos músculos escalenos para elevar as costelas superiores causam a hipertrofia desses músculos. Além disso, as costelas elevadas diminuem o espaço sob a clavícula;

  • Fatores congênitos;

  • Lesões traumáticas, como a fratura da clavícula ou luxação subacromial da cabeça do úmero, podem lesar o plexo e os vasos, levando assim, aos sintomas da SDT;

  • Hipertrofia e cicatrizes nos músculos peitorais menores podem levar a sintomas de SDT.

Lesões que resultem em inflamação, formação de tecido cicatricial e aderências podem restringir a mobilidade do tecido neural quando o nervo é tensionado. Isso pode acontecer em qualquer parte. Há sinais de tensão neural decorrentes de restrições na mobilidade.

COMPROMETIMENTOS COMUNS NA SDT

  • Dor, parestesia, dormência, fraqueza, descoloração, edemaligados ao plexo braquial e à distribuição vascular.
  • Padrão respiratório superficial caracterizado por respiração torácica alta.
  • Pouca mobilidade da clavícula e costelas anteriores.
  • Sintomas de tensão nervosa quando o plexo braquial é colocado na posição tensionada.

RESUMO DAS DIRETRIZES DE TRATAMENTO DA SÍNDROME DO DESFILADEIRO TORÁCICO

Educar o paciente:
Ensinar correção da postura
Ensinar como modificar sobrecargas provocadas
Ensinar exercícios seguros para o programa domiciliar
Corrigir o comprometimento postural
Mobilizar o tecido neurológico que apresenta restrições
Técnicas de mobilização neural, caso o teste seja positivo para restrição da mobilidade.
Corrigir padrões respiratórios falhos
Ensinar respiração abdomino-diafragmática.

Via: http://rascunhosdefisioterapia.blogspot.com.br

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