LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO


A palavra lúpus (em latim lobo) é utilizada desde o período medieval para identificar vários tipos de lesões cutâneas na pele. O Francês Dr. Pierre Cazenave, no ano de 1851, verificou em diversos indivíduos a presença de lesões ruborizadas na face onde se estendia ao nariz e as bochechas, ocasionando feridas e sendo comparado com mordida de um lobo, dando à afecção a denominação lúpus eritematoso (lúpus = em latim lobo, eritematoso = em grego vermelho) (FERREIRA, 2013).

O médico canadense Dr. William Osler em 1895, identificou a doença confirmando o envolvimento de diversos tecidos do corpo e acrescentou a palavra “sistêmica” ao nome da afecção. O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica, de causa desconhecida e de natureza autoimune, caracterizada pela presença de diversos auto anticorpos (FERREIRA, 2013).

O lúpus pode se apresentar de três formas: O lúpus discóide, que é restrito a pele e tem como principal característica as inflamações cutâneas que aparecem na face, nuca e couro cabeludo, alguns casos evoluem para lúpus eritematoso sistêmico, que é um caso mais grave, uma vez que esse não se restringe somente a pele, podendo o mesmo causar danos a quase todos os órgãos e aparelhos do organismo.    A terceira forma de aparecimento do lúpus é induzido por drogas, ou seja, ocorre como decorrência do uso de certas drogas ou medicamentos, geralmente nesse caso os sintomas desaparecem ao interromper a medicação (SANTOS, 2012).

O lúpus evolui com manifestações clínicas polimórficas, com períodos de exacerbações remissões, podendo afetar praticamente todos os órgãos e sistemas através do ataque de auto anticorpos patogênicos, é uma doença crônica de caráter remitente e com início agudo ou insidioso. De etiologia não totalmente esclarecida, o desenvolvimento da doença está ligado à disposição genética e fatores ambientais, como radiação ultravioleta e alguns medicamentos (BORBA et al, 2008).

Apresenta-se como patologia multissistêmica que exibe um amplo espectro de manifestações clínicas, incluindo redução da mobilidade e força, rigidez articular e quadro álgico. Em cerca de 80% dos portadores, identifica-se a fadiga como o sintoma de maior limitação na qualidade de vida e restrição física. Os sintomas referentes ao aparelho locomotor tendem a serem assimétricos e migratórios, com comprometimento dos dedos das mãos, punhos, joelhos e com menor frequência dos cotovelos, ombros, quadris, tornozelos e dor torácica.

A Fisioterapia pode atuar com esses pacientes que são portadores de LES (Lúpus eritematoso sistêmico) na fase aguda, podendo utilizar o TENS (Neuroestimulação elétrica transcutânea) para aliviar as dores e inflamação.

Texto por: Aristides Lima & Auritânia Donato.
Imagem: pt-slideshare.net

REFERÊNCIAS

BORBA, E. F., et al. Consenso de Lúpus Eritematoso Sistêmico, Revista Brasileira de Reumatologia, v. 48, n.4, p. 196-207, 2008

FERREIRA, A. C. M; MARTINS, H. O. Movimentação Passiva Continua: Conceito e Aplicação, Caderno de Estudos Tecnológicos, Faculdade de Tecnologia de Bauru, volume 01 – número 01 – julho/2013.

SANTOS, S, GERON, V.L.M. Qualidade de vida de mulheres com lúpus eritematoso sistêmico, Rev Cie Fac Edu Mei Amb 3(2): 9-20, jul-dez, 2012.

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